Condessa Sangrenta

· ELIZABETH BÁTHORY
A condessa sangrenta, uma das primeiras mulheres assassinas em série da história da humanidade.
Elizabeth nasceu no dia 7 de agosto de 1560, na Europa. Herdeira de uma família aristocrata muito rica da época, seus pais não pouparam na educação da filha que falava cerca de cinco línguas. Fruto de um incesto – seus pais eram primos, algo comum na época – há rumores de que, enquanto criança, a herdeira sofria de epilepsia.
Presenciou vários episódios de violência, principalmente contra os criados que eram declarados como propriedades pela lei húngara. Nas lendas, há um episódio em que Elizabeth testemunhou um homem que, após ser acusado de roubo, foi costurado à um cavalo e ao perder sua cabeça durante a punição a menina gargalhou

· CASAMENTO:
A menina era muito bonita e aos 10 anos ficou noiva de um menino de 15 anos, o conde Ferenc Nádasdy, com quem se casou aos 14 anos. O casal demorou dez anos para ter seu primeiro filho, algo incomum naqueles tempos, a justificativa era porque mal se viam. Nádasdy foi lutar em uma guerra com os otomanos assim que casou, enquanto isso, Elizabeth administrava as inúmeras propriedades e a riqueza abundante do casal.
O conde era conhecido como cavaleiro Negro da Hungria pela crueldade que aplicava sobre seus inimigos, ele amava a guerra. Quando chegava em casa, fazia questão de dividir as formas de tortura dos povos estrangeiros que aprendeu durante a batalha com sua esposa e usá-las com seus servos. Matar seus serviçais virara um hobby dos dois.
Os dois se divertiam com as atrocidades, chegaram a colocar panos banhados em óleo entre os dedos de uma serva e colocaram fogo como uma espécie de brincadeira chamada “chutar estrelas”. Eram apenas os dois até a chegada Anna Darvolya, uma dama que faria companhia à duquesa.
Aos 44 anos Elizabeth ficou viúva, o Cavaleiro Negro adoeceu e morreu. Sozinha com a companhia apenas de Anna, a condessa ficou obcecada por torturar e matar jovens camponesas.

Elizabeth Bathory Portrait.jpg
Copy of an old portrait, Domínio Público


· COMO OPERAVA:
Ela recrutava meninas na flor da idade pelas terras de suas propriedades, seus castelos já tinham uma sala especifica para o show de horror e quando acabavam, arremessavam os corpos das jovens pelos muros dos castelos para servirem de comida aos lobos.
Elizabeth formou um time de tortura com Anna, uma enfermeira de seus filhos, a amiga da enfermeira, uma lavadeira e um jovem menor de idade. Os castigos variavam de criada para criada, Elizabeth espancava, cortava os dedos de suas
criadas, chegou até mesmo a arrancar um pedaço da face de uma serva porque a mesma estava doente e não conseguia se levantar para trabalhas.
Os rumores das crueldades que a condessa aplicava às suas criadas foram se espalhando, mas a voz dos servos não eram ouvidas e continuavam sem possuírem direitos, a justificativa da nobre era de que as garotas morriam por causas naturais como cólera e outras doenças. Com o tempo, os camponeses começaram a esconder suas filhas quando Elizabeth viajava em busca de novas vítimas.

· O GYNAECEUM:
Gynaeceum foi o nome dado para a escola de meninas nobres dirigida por Elizabeth. Depois da morte de Anna e com seus filhos casados e morando longe, a condessa ficou cada vez mais sozinha e precisando de dinheiro por isso decidiu criar a instituição para tirar dinheiro dos nobres e saciar sua sede de sangue. Com o número gigantesco de vítimas, Elizabeth começou a ficar desorganizada, enquanto matava camponesas seus crimes não eram apurados, mas com nobres herdeiras de várias famílias ricas era diferente.
Os pais sem notícias de suas filhas começaram a questionar a condessa, a justificativa da assassina foi de que uma das garotas teve um surto e matou todas as demais e em seguida tirou sua própria vida. A resposta não convenceu e foi suficiente para que um dos reis que chorava a morte de sua filha iniciasse uma investigação contra Elizabeth.

Condesa Elizabeth Bathory, Carmilla.jpg
Domínio Público


· O FIM:
Inúmeras pessoas diziam ouvir gritos saindo dos castelos da condessa e o número estranho de enterros que ocorriam, estimavam que cerca de 200 jovens foram mortas. A família concordou que houvessem as investigações desde que Elizabeth não fosse condenada e exposta em praça pública, o rei concordou.
Em uma noite, Elizabeth se reuniu com uma feiticeira para pedir proteção ao lado de fora do castelo, os homens do rei estavam escondidos em meio à escuridão. Ao rastejaram sobre o solo, um dos soldados tropeçou em um dos corpos das centenas vítimas feitas pela nobre.
Assim, começaram as investigações dentro castelo, as salas de tortura foram encontradas e Elizabeth foi levada para as masmorras de sua própria residência. Suas companheiras de tortura receberam pena de morte, tiveram seus dedos arrancados, foram executadas e jogadas na fogueira. O jovem, por ser menor de idade, foi decapitado.
Depois de formalmente presa, Elizabeth Báthary foi condenada à prisão pérpetua nos calabouços de seu castelo, não se arrependeu de seus atos em momento algum e colocava a culpa principalmente em seus colegas de tortura. A condessa morreu no dia 22 de agosto de 1614, a última coisa que fez foi deitar-se em sua cama e cantar.
Sua família nunca a visitou após as investigações, algo que a própria Elizabeth não esperava que acontecesse. Tentaram apagar o nome da serial killer da história, mas
as lendas se espalharam sobre a Condessa Sangrenta após as transcrições de seu julgamento serem redescobertas por volta do ano de 1720.

· CURIOSIDADES:
· Testemunhas acreditavam que ela tenha matado mais de 600 jovens
· A escolha por meninas e a forma como as despia e espancava seria por conta de sua lesbianidade e Anna Darvolya seria sua amante, de acordo com lendas
· Há ainda rumores de que quando estava noiva, Elizabeth engravidou de um camponês que foi castrado e morto pelo seu noivo e a condessa separada da criança
· Inúmeros historiadores tentaram inocentar a condessa ao longo dos anos
· Não se sabe ao certo até onde a história é verdade e em que ponto passa a ser lenda para torná-la mais atraente.