Vampiro de Niterói

(Alerta GATILHO: violência doméstica, estupro, pedofilia)

· Infância:
Marcelo Costa de Andrade nasceu no Rio de Janeiro no ano de 1967, sua mãe trabalhava como doméstica e seu pai era alcoólatra. Enquanto menino, vivia na Rocinha, favela do Rio, em um ambiente sem estrutura familiar, seu pai batia com frequência em sua mãe e Marcelo testemunhava as agressões. O Vampiro de Niterói se descreveu como uma criança sozinha e que não recebia carinho de seus pais, fatores que influenciaram no seu comportamento.
Sua mãe pediu divórcio desse casamento conturbado e mudou de emprego para conseguir se sustentar. Trabalhando em tempo integral e morando na casa dos seus patrões, a mãe de Marcelo mandou o menino aos 5 anos para Sobral, uma cidade no interior do Ceará, para morar com os avós que ele nem conhecia. A mudança não diminuiu as turbulências na infância do menino, Marcelo relatava à sua avó que via vultos e fantasmas que falavam com ele, mas ela não acreditava no menino que apanhava bastante de seus atuais responsáveis.
No colégio, Marcelo também sofreu, era comumente chamado de incompetente, burro e doente por não conseguir acompanhar seus colegas e ter dificuldade nas matérias. Como consequência, o menino repetiu inúmeras séries no colégio, mas foi alfabetizado.
Passados cinco anos de sua mudança para o Ceará, sua mãe retorna à Sobral para buscar o menino e leva-lo de volta para o Rio de Janeiro. Marcelo não gostou da ideia pelo fato de ter se acostumado e preferir morar com seus avós pois apesar de tudo sua mãe era quase uma desconhecida para ele e estava em um novo relacionamento com o seu padrasto que já tinha outros filhos que ele também não conhecia. Marcelo foi levado de volta, o relacionamento de sua mãe também era abusivo, ela e o menino saíram de casa várias vezes após brigas até acontecer realmente a separação.
A mãe do menino após se separar foi em busca de outro emprego e conseguiu um novamente em tempo integral e com isso o menino foi morar com seu pai que já estava em um novo relacionamento com sua madrasta que não gostava do menino. Por conta disso, o menino foi mandado para um colégio interno e logo depois saiu.

· Adolescência:
Aos 14 anos foi estuprado por um homem mais velho, fato que mudou muito Marcelo e com o tempo passou a se prostituir para ganhar dinheiro. Aos 17 voltou sozinho para o Ceará para rever seus avós, mas não os encontrou, aos retornar ao Rio foi mandado para a casa de seu pai por órgãos responsáveis pelo bem estar de menores, mas foi expulso de casa.
Marcelo voltou a se prostituir e logo depois começou a morar com um homem mais velho que o bancava, foram os quatro anos mais estáveis em uma casa, mas o homem teve que se mudar e não levou Marcelo consigo. Para o Vampiro de Niterói, a vida nas ruas era mais pacífica que na casa de seus pais.
Aos 23 Marcelo retornou à casa de sua mãe e disse que ia mudar o rumo de sua vida, largou a prostituição, arranjou um emprego de entregador de panfletos e se converteu. Ele relata nunca ter bebido ou feito o consumo de drogas pois considerava tais ações como pecadoras.

Maniaco do parque
Imagem de Marcelo Costa de Andrade


· Crimes:
Em 1991, com 24 anos, Marcelo deu início aos seus crimes. Começou a matar meninos entre 5 e 13 anos, a maioria em situação de rua pois a mídia não noticiava tais casos. A faixa etária não passava dos 13 anos, ele justificava que um dia ouviu em um culto que as crianças até essa idade iam para o céu e pensando assim Marcelo estaria fazendo um favor de dar às almas dos meninos um lugar no Paraíso, livrando-os da possibilidade de irem para o Inferno.
O modo como Marcelo operava ocorria com a abordagem da vítima, Marcelo oferecia pagar um prato de comida ou uma quantia de dinheiro pelo auxílio na realização de um culto religioso. As crianças na maioria das vezes, por necessidade, aceitavam e iam, Marcelo asfixiava as vítimas com a própria camisa dos garotos e fazia sexo com o cadáver. Era um sádico e necrófilo e guardava a bermuda dos meninos como troféus dos seus atos.
O nome Vampiro de Niterói é proveniente do fato de Marcelo agredir a cabeça de suas vítimas e deixar o sangue escorrer em um recipiente e logo depois tomar esse sangue com o intuito de ser purificado. Foram cerca de 13 meninos mortos pelo serial killer em um período de nove meses, um número alto em pouquíssimo tempo até ser preso.
Marcelo em certa ocasião pediu ajuda de dois irmãos para acender velas na praia e ofereceu dinheiro aos meninos que aceitaram. Chegando lá, o mais novo foi morto na frente do irmão do mesmo jeito que as outras vítimas do Vampiro de Niterói e o mais velho assustado não teve nenhuma reação. Marcelo poupou sua vida e passou a noite com o menino, no dia seguinte levou ele para o seu trabalho e lá o garotinho conseguiu fugir e voltar para casa. O medo de ser pego e morto pelo assassino impediu o menino de denunciá-lo de imediato, mas depois de uns dias o irmão que sobreviveu e fugiu do serial killer confessou tudo o que havia ocorrido para sua irmã mais velha.
O Vampiro de Niterói confessou os crimes e foi preso pela polícia em seu local de trabalho. A mídia já havia começado a noticiar os inúmeros corpos de meninos encontrados no mesmo padrão e assim declarar Marcelo como um serial Killer.

· A Condenação:
Ao ser preso pelo assassinato de 13 garotos, Marcelo foi diagnosticado com problemas mentais e por conta disso foi mandado para um hospital psiquiátrico de onde chegou a fugir uma vez, mas logo foi preso novamente. Até hoje Marcelo cumpre pena no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico Henrique Roxo sem previsão de libertação, é monitorado 24 horas e por isso desenvolveu um comportamento calmo e paciente.
Os médicos afirmar que o bom comportamento é graças ao acompanhamento integral e não confiam nas ações de Marcelo sem esse monitoramento, por esse fator que sua internação não tem prazo definido de acabar apesar de sua defesa ter tentado conseguir sua soltura em 2017 após 24 anos.

Maniaco do parque
Imagem de Marcelo Costa de Andrade


· Curiosidades:
· Marcelo falava para as suas vítimas durante seus crimes a mesma coisa que falaram quando ele foi estuprado, um trauma que aflorou.
· O assassino não se arrepende do que fez e segue defendendo a justificativa que salvou a alma dos garotos que matou.