Caso Beatriz

A LUTA POR JUSTIÇA

Beatriz Angélica Mota tinha apenas sete anos quando foi brutalmente assassinada em Petrolina, no sertão de Pernambuco. Bia nasceu em Juazeiro-BA, no dia 11 de fevereiro de 2008, filha do professor Sandro Romilton Mota e da deputada Maria Lúcia Mota, Bia era a caçula dos três filhos do casal. A família morava na zona rural de juazeiro, cidade vizinha à Petrolina. Os pais e os irmãos descreveram Beatriz como uma menina carinhosa, vaidosa e que tinha o sonho de ser veterinária quando crescesse.

Foto de Beatriz
Foto de Beatriz


O Crime:
O caso aconteceu no dia 10 de dezembro de 2015 em um colégio católico particular da cidade de Petrolina aonde o pai era professor de inglês por cerca de 14 anos e seus filhos estudavam nele. A família e cerca de mais 2000 mil pessoas estavam no local para ver a formatura do terceiro ano, um evento anual da instituição em que a irmã mais velha da menina estava entre os alunos formandos e o pai Sandro participava da cerimônia.
O evento acontecia na quadra do colégio, Beatriz estava ao lado de sua mãe e pediu para beber água. A menina se dirigiu sozinha ao bebedouro que ficava fora da quadra onde o evento ocorria e não retornou. Passaram-se cerca de 20 minutos do sumiço da menina, Lúcia sem encontrar Beatriz pede ajuda para Paulo que sobe ao palco perguntando se alguém viu sua filha.
Por volta das 22:50, 10 minutos após o pedido de busca, o corpo de Beatriz foi encontrado, estava atrás de um armário de uma pequena sala do colégio, desativada porque ex-alunos haviam ateado fogo antes do crime. A menina foi brutalmente assassinada com cerca de 42 facadas pelo corpo que estava sem sangue ao ser encontrado, ou seja, Beatriz não foi morta na salinha e o local do crime segue desconhecido pelas autoridades.

Foto do pai de Beatriz procurando pela filha no palcoFoto do pai de Beatriz procurando pela filha no palco
Foto do pai de Beatriz procurando pela filha no palco

As Investigações:
A investigação começou no dia 14, dois tipos de DNA masculino foram encontrados na cena do crime, um na faca de cozinha usada para matar Beatriz e outro na unha da menina. Inúmeras perícias foram feitas e cerca de 59 pessoas foram ouvidas pela polícia pernambucana, cinco suspeitos de estarem envolvidos ou facilitarem o crime foram interrogados – quatro homens e uma mulher – e todos entraram em contradição nos depoimentos, apesar de nenhum ser condenado à prisão cerca de sete funcionários foram afastados do colégio. O primeiro retrato falado do suspeito só saiu no dia 22 de fevereiro de 2016, mas ninguém foi reconhecido e identificado como autor do crime.
O colégio possuía cerca de 16 câmeras de segurança, algumas flagraram o possível suspeito nos arredores do colégio. Entretanto, as imagens de segurança de dentro da instituição desapareceram e após investigações periciais foi comprovado que tais imagens foram apagadas por um funcionário. Outro acontecimento incomum foi o sumiço de 3 chaves do colégio dez dias antes do crime e a reforma com a troca do piso da sala de balé do colégio.

Foto da câmera da ruaFoto da câmera da rua
Fotos das câmeras de segurança da rua


A mídia nacional já estava comentando o caso, inúmeros protestos ocorreram tanto na cidade de Petrolina-Pe como na cidade baiana Juazeiro, todos queriam respostas e o desfecho de um caso tão covarde como esse. Vários delegados e promotores passaram pelo caso que hoje se encontra em estado de sigilo pela polícia pernambucana.

NOVAS PISTAS:
Mais de cinco anos depois e a busca de justiça por Beatriz não cessa, o caso voltou com mais força para as mídias no ano de 2021 após uma empresa americana especializada na formação de peritos se oferecer para realizar novas pericias e investigar o caso. Um novo retrato falado foi divulgado usando equipamentos de última geração, sendo esse uma das melhores pistas para encontrar o assassino da menina Beatriz.
A família não perdeu as esperanças e lutam para que a justiça pela morte da menina seja feita. Sua mãe através das redes sociais (@caso_beatriz) continua divulgando mais informações do caso e da investigação paralela que a família deu início. Um caso tão brutal e de extrema covardia contra a vida de uma criança de sete anos não pode ser deixado impune

Retrato do suspeito do caso
Retrato do suspeito feito através tecnologias estrangeiras

CURIOSIDADES DO CASO:
· A família pede para que as pessoas presentes no dia do crime enviem fotos tiradas no evento para ajudar nas investigações e oferece uma recompensa por qualquer informação sobre o assassino.
· Os cinco suspeitos de estarem envolvidos conheciam o colégio ou já haviam trabalhado lá e seus inúmeros depoimentos entram em contradições.
· Ocorreram falhas na investigação das autoridades nas primeiras horas do crime e mais uma série de perícias inconclusas e mal feitas como por exemplo a troca dos brincos de Beatriz no IML dificultaram ainda mais.