O Maníaco do Parque

· O serial killer brasileiro.
Francisco de Assis Pereira nasceu no dia 29 de novembro de 1967 em um município no estado de São Paulo. Sua infância foi em grande parte na casa de sua avó onde morava com sua mãe, segundo Francisco, aos seis anos sua tia o molestou e como consequência do fato ele desenvolveu uma fixação por morder seios e após ter ser órgão genital mordido quando adulto, por uma mulher a qual se relacionou, Francisco desenvolveu traumas sexuais.

· Os Crimes
O Maníaco do Parque, como ficou conhecido, começou a atuar por volta de 1997 e 1998 na cidade de São Paulo atacando mulheres. Francisco que era motoboy de uma empresa que além de trabalhar ele morava, abordava suas vítimas no metrô. A abordagem era feita com Francisco se passando por um produtor fotográfico que se se aproximava de mulheres, em sua maioria jovens e sozinhas, elogiando-as e oferecendo para fotografá-las para uma campanha de uma suposta empresa.
A sua manipulação através da fala transmitia às vítimas credibilidade no assassino que forjava até ligações com a suposta empresa transmitindo as características das jovens e assim as levava em sua moto para o Parque do Estado. Ao decorrer da suposta sessão de fotos, Francisco as levava para locais onde a mata era mais fechada e começava a pedir para que elas se despissem e era nesse momento que ele as atacava.
As vítimas eram espancadas com chutes e socos, estupradas, estranguladas e algumas até degoladas. Em seguida ele as colocava perto dos outros corpos, todos esses detalhes foram ditos por uma vítima que conseguiu escapar com vida e denunciar, não se sabe o motivo de Francisco não ter assassinado a testemunha e principal motivo para a sua prisão.

Maniaco do parque


· Situações particulares
O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), estava fazendo a busca pelas mulheres desaparecidas e chegaram a interrogar Francisco após o mesmo ser pego usando cheques no nome de uma das jovens que estava sem paradeiro, ao ser questionado o assassino disse que era namorado da moça e apesar da família da jovem negar, nada foi feito.
A crença de que não seria pego pelas autoridades o motivava a cometer mais crimes, em um dos absurdos praticados pelo Maníaco, ele chegou a ligar para a família da sua vítima dizendo ter a sequestrado e pediu um resgate em dinheiro apesar de Francisco já ter ceifado a vida da moça.

Francisco de Assis Pereira


· A reviravolta
Após uma jovem conseguir escapar e denunciar um retrato falado foi feito e não demorou para outra moça entrar em contato com a DHPP após ser abordada por Francisco e mesmo negando a proposta recebeu um número de telefone. Após divulgarem o retrato do assassino o chef do Maníaco do Parque ligou para a polícia para denuncia-lo, mas Francisco que morava na empresa do patrão já havia deixado uma carta pedindo demissão e se despedindo.
Ao limpar o quarto em que Francisco dormia na empresa, outros funcionários desentupiram o vaso sanitário e encontraram objetos estranhos, de imediato a DHPP foi acionada e acabaram encontrando a carteira de identidade de uma jovem que estava desaparecida e mais objetos de outras vítimas.
Crianças brincando no parque tropeçaram no que seria os restos mortais de alguém, após investigação descobriram nove corpos de jovens que estavam desaparecidas, três deles sem identificação e por conta de estarem em local onde o Maníaco do Parque atuava logo as autoridades associaram a autoria do crime.
Em 15 dias o mandado de busca por Francisco, conhecido como Chico Estrela por muitos já que o homem era também patinador no Ibirapuera e participava de inúmeras apresentações, foi emitido. Entretanto, o assassino já estava fora do país, foi parar na Argentina depois para o Paraguai e logo em seguida uma cidade pequena no interior do Rio Grande do Sul. Chegando em Itaqui-RS, Chico Estrela pediu abrigo a um pescador que ofereceu sem saber de quem se tratava, mas ao ligar a televisão descobriu que o Maníaco do Parque procurado em todo o Brasil estava tomando banho em sua residência. Rapidamente denunciou e os policiais locais prenderam o serial killer.
Foi interrogado ainda no estado gaúcho e alegou inocência dizendo se tratar de um engano da justiça. Em seguida, foi transferido para São Paulo, lá foi recebido como um famoso, muitos holofotes e vários repórteres, Francisco amou a atenção que estava recebendo. Seguiu alegando inocência e que os acusadores poderiam fazer o que quiser porque, na fala dele, Deus sabia que ele não havia feito nada. Além disso, negou ter fugido, disse que saiu do país para competir e faltou dinheiro para retornar.

Francisco de Assis Pereira Francisco de Assis Pereira


· O julgamento
Em um mês o serial killer foi preso, mas o seu julgamento foi demorado, foram cerca de quatro entre os anos de 2001 e 2002. O estupro ainda era um tabu na época e isso dificultava a incriminação do réu por tal crime, o mesmo alegava que não tinha intenção de estuprar, que ele admirava o corpo das mulheres e era possuído por uma força maior que o forçava cometer tais crimes.
A defesa tentou refutar os depoimentos das testemunhas, mas não adiantou. A segunda tentativa foi declarar o réu como incapaz e que deveria ser mandado para um manicômio e não para um presídio, os laudos apontaram como um réu semi-imputável ou seja tinha noção da gravidade dos crimes, mas não tinha controle de suas ações. No entanto, a promotoria não aprovou.
A defesa falhou e o Maníaco do Parque foi condenado por homicídio triplamente qualificado, roubo, fraude e omissão de cadáver o equivalente a 269 anos de prisão. No entanto, pelas leis do Brasil, uma pessoa não pode permanecer encarcerado por mais de 30 anos. Assim, há a possibilidade desse assassino ser solto, apesar dos relatórios médicos indicarem que Chico Estrela voltará a cometer crimes em sociedade por conta dos seus comportamentos sociopatas.

· Curiosidades
– Francisco chegou a ser entrevistado por Marcelo Rezende e declarou a sua vontade por montar uma família com inúmeros filhos e de sua preferência mulheres.
– O detento bateu recorde de cartas recebidas por admiradoras, inúmeras mulheres o escreviam se declarando e dizendo o quão apaixonadas eram pelo Maníaco.
– Durante esses anos encarcerados Francisco se casou, se separou, casou novamente e chegou a ter uma filha.
– Ele declarou estar pronto para voltar para o convívio em sociedade.